sábado, 13 de novembro de 2010

Origami - Padrões de vinco





Olá!

Há cerca de três semanas, fui com a Marcinha em uma oficina de Origami no stand da UnB - Universidade de Brasília, na Feira de Ciência e Tecnologia do Ministério de Ciência e Tecnologia, Esplanada dos Ministérios, Brasília. O tema despertou-me atenção, pois nunca tinha ouvido falar sobre "padrões de vinco"...

Fiquei impressionada com a capacidade desses estudantes de mecatrônica!!

Reproduzo aqui a matéria divulgada no site da UnB sobre o assunto.

As irmãs "Beatriz e Bissetriz" (leia-se eu e Marcinha!!) agradecem o conhecimento adquirido e claro, mais uma manhã divertida e de muitas risadas!!


"Tecnologia - pesquisadores desvendam o passo a passo do origami"
Algoritmo para software desesenvolvido como projeto final de curso ensina a fazer origamis como os profissionais.

Hugo Alves Akitaya e Matheus Ribeiro, alunos de Engenharia Mecatrônica, elaboraram um algoritmo para ser aplicado em um software que permitirá qualquer leigo fazer origamis como profissionais. Ele parte do padrão de vincos - que são as marcas que ficam no papel depois que se desmonta um origami - e dá o passo a passo para montá-lo. O trabalho foi o único brasileiro a ser apresentado na 5ª Conferência Internacional sobre Ciência, Matemática e Educação em Cingapura, China.

O algoritmo é fruto do trabalho de final de curso dos alunos e está sendo elaborado e orientado pelos professores José Carlos Ralho e Carla Kolke, do Departamento de Ciência da Computação. "Conheci o Hugo na minha aula fazendo aviãozinho de papel e percebi ali que tinhamos algo em comum: o origami", conta Carla. A partir de então, quando Hugo ainda estava no 7º semestre, começamos a elaborar o projeto.

Carla relata que sempre gostou de origami, mas que os dobrava como a maioria das pessoas: a partir do passo a passo que os livros trazem com diagramas. Os designers de origami e quem entende do assunto conseguem montá-los a partir do padrão de vincos - CP (Crease Pattern), na sigla em inglês - que são as marcas que ficam no papel depois que se desmonta um origami. Quando um modelo é criado, é nessa forma em que se apresenta. "Falei para o Hugo que olhava para os CPs e tinha vontade de dobrar um origami a partir dele. Ele propôs que montássemos um algoritmo para que qualquer um pudesse fazer", relembra Carla.

Algoritmo são cálculos que dizem aos softwares como proceder em determinadas situações. O programa desenvolvido pela equipe lê os CPs e mostra quais devem ser as primeiras dobras e qual deve ser a ordem. É o único no mundo que faz isso.

Já existe outro, chamado TreeMaker, que cria o origami a partir de uma ideia com base no número de extremidades que o modelo tem. Um escorpião, por exemplo, tem 12 extremidades: a cabeça, as pinças, as oito patas e o rabo. Com isso, o programa monta o padrão de vincos. O software desenvolvido pela UnB é o único que, a partir daí, dá o passo a passo em diagramas.

Carla destaca que o programa não tira o lado artístico do origami. Ele dá a sequência até formar a base da peça. A partir daí, cada dobrador segue sozinho. "Ao montar o escorpião, o dobrador pode escolher se a pata vai ficar mais levantada ou mais abaixada, se as pinças serão mais finas ou mais grossas, por exemplo. O programa nunca substituirá o artista", detalha.

O algoritmo foi apresentado na 5ª Conferência Internacional sobre Ciência, Matemática e Educação, no artigo entitulado "Desenvolvimento de um Algoritmo Intuitivo para Diagramação e Tutorial em Animação 3D para Dobrar Padrões de Vinco". O trabalho foi o único brasileiro apresentado no evento científico. Os alunos foram para Cingapura - China, onde ocorreu a Conferência, com o apoio do Decanato de Graduação da UnB.

Hugo Akitaya também apresentou o modelo de origami para um tamanduá criado por ele, que também foi o único brasileiro. "Queria levar algo que fosse característico do Brasil", conta.

Para apresentação do projeto final de curso, previsto para janeiro de 2011, os alunos vão aplicar o algoritmo em um software, para que fique acessível. "Vamos fazer em código aberto e deixar disponível na internet", conta Hugo. A ideia era, além dos diagramas fazer um tutorial em animação 3D, mas não haverá tempo para concluir.

"Estamos procurando alunos que queiram dar continuidade, porque os envolvidos no projeto vão se formar", ressalta Carla.

Hugo, que se forma nesse semestre, dará continuidade ao projeto, mas aprofundando a pesquisa em outra área. Ele conseguiu uma bolsa de estudo para mestrado no Japão para pesquisar formas de aprimorar o programa. Ele explica que hoje o software consegue desvendar um grande número de CPs, mas que, se houver alguma dobra que ele não consiga ler, não há como resolver. "Quero abrir a possibilidade de o usuário sugerir uma dobra, o programa entender qual é o padrão e aprendê-lo", explica Hugo. O governo japonês, que concedeu a bolsa, ainda vai escolher para qual Universidade o estudante vai.

Boa sorte e muito sucesso ao Hugo nas suas pesquisas e estudos!!!

A comunidade origamista de todo mundo agradece!!!

Se interessou?? Acesse o site: http://www.origamiracle.cic.unb.br/

2 comentários:

Edi disse...

Oi, Lu. Td legal?

Boa matéria.
Valeu por dividir.
Tchau :)

Ludmila Melo Magalhães disse...

Oi Edi!!!

Saudades!!!

A Carla está buscando pessoas interessadas em dar continuidade nesse incrível projeto. Acho que você pode (e deve!!!) se interessar!!

Beijos!!

LuTsuru