Meu amigo Jorge voltou de uma turnê na Austrália e Nova Zelândia! Havia alguns meses que não o via e estava com saudades!...
O reencontrei num show em Brasília, em junho, quando ele tocou no Festival de Inverno.
De sua turnê, ele me trouxe dois kits de origami de presente! God, como fiquei agradecida!
Emocionada, pedi que ele fizesse uma dedicatória nos livros. Sua resposta foi mais um presente, que compartilho com vocês!...
"Lu, vou te falar o que você já sabe, pois faz origami. Admiro quem aprecia e se dedica a essa arte, pois demonstra a sensibilidade e espiritualidade da pessoa que o faz. Talvez por isso dizem que origami tenha surgido nos Templos Budistas. Não preciso fazer uma dedicatória para você sentir e vivenciar todo carinho e amizade que eu tenho por você!..."
Jorge, somente você mesmo, com toda sua sensibilidade, simplicidade, criança interior tão expressiva para tamanha genialidade!!!
Depois de suas palavras entendi porquê talvez os livros de origami que meu irmão me presenteou quando esteve no Japão também não tinha dedicatória... minha gratidão!!
Salve Jorge, o carinho e a amizade!!
"... Tá chegando a hora, a hora tá chegando... do homem parar para pensar...
... Tá chegando a hora, a hora tá chegando, do homem ser amigo de si mesmo!..."

Tem gente que usa esse termo como se fosse uma calça nova. Nem bem começa um namoro e logo diz, olhos nos olhos: "Você é o amor da minha vida". Ou então, como aquela camisola velha e confortável, que mesmo quando está escondida lá no fundo da gaveta nos traz grandes e boas recordações... Aí a frase muda para: "Você sempre será o amor da minha vida".
Não que seja improvável a gente considerar o amor da vida aquele que surgir de repente em seu esplendor, sem antes tivesse que provar seu valor e solidez nas vicissitudes de um relacionamento a dois. Mas começo a perceber que esse é o mais "portátil amor da vida" que alguém pode manter... vai para qualquer balada com a gente, sem ter que enfrentar novas provas e, no fundo, nos impendindo de viver intensamente o amor de sua vida...
Sim, eu tenho algumas regras de conduta e uma delas reza que: "o amor da sua vida vive a vida com você". Ele come o prato de sal de sua colher, e não só um dois, mas quantos a vida apresentar... No pain, no gain - tudo tem um preço e o amor da vida também.
Ele convive conosco a rotina e tédio do dia a dia, tendo absoluta certeza de que tudo seria muito mais difícil ou chato se você não estivesse lá.
O amor da sua vida sai conosco da maternidade carregando um filho comum nos braços, envolto num topor de medo e felicidade indescritível. O amor da sua vida também é aquele que adota seus filhos como se fossem dele, sem se considerar um herói por isso.
O amor da sua vida faz tudo aquilo que um relacionamento prevê com leveza e naturalidade, sem desejar que seja diferente. Você não precisa convencê-lo de nada para que ele fique ao seu lado. Ele simplesmente fica.
O amor da sua vida constrói com você - sonhos, viagens, futuro. Ele enxuga suas lágrimas tristes quando seus entes queridos se vão e as felizes quando novas crianças surgem na família.
O amor da sua vida reclama, mas todo ano sobe no armário e alcança a caixa da árvore de natal empoeirada, mais a outra de bolinhas coloridas e a de enfeites. E ainda testa o pisca-pisca!...
O amor da sua vida encara as milhares de inconveniências caseiras que assolam os casais modernos. Um domingo chuvoso, depois que todos os dvd's já foram vistos e seu time perdeu o campeonato.
O amor da sua vida leva todo o seu pacote: sua mania de limpeza, a tia louca, o cunhado sem profissão definida. Ele conhece seus amigos - os chatos e os legais, sabe qual era seu apelido na infância e enfrenta com hombridade o encontro anual das suas amigas do segundo grau.
O amor da sua vida deseja que todas as pessoas que amam você também o amem, porque só assim ele se sentirá realmente parte de sua vida.
Você perde a cintura, o emprego... Ele perde o cabelo, mas não a fé em você... e nele também.
O amor da sua vida vai deixar passar um mentirinha, fingir que ignora suas fraquezas e vai ser capaz de perdoar um erro. Às vezes, um grande erro. Porque ele sabe quem você é e porque fez o que fez.
O amor da sua vida não está ali para ser seu juiz nem seu algoz. Ele há de saber que sua tarefa é a maior, a mais nobre e leal que pode ser concedida a alguém - a de testemunha de sua existência.
Mesmo que seja só algum período, ele será sua testemunha ocular para a posteridade, porque quem não vê, não sente, ainda que seja dor.
Se não for assim, acredite, não é o amor da sua vida.
(OBS: os corações em origami da foto foram dobrados por mim!!...)

Atendendo as muitas solicitações, estou pesquisando informações sobre história do origami e afins e decidi publicar "uma série, resumida e bem objetiva"!...
"Quando foi praticado o primeiro Origami"?
Há indícios de publicações sobre o origami pelos chineses da Dinastia Han (B.C. 202-A.D 220). No Japão, parece que essa arte chegou por volta do século 07. Lá, o papel recebeu muitas melhorias e beleza e o origami se aprofundou.
O origami passou a ser usado em cerimônias comemorativas e para embrulhar e enfeitar presentes em ocasiões especiais, através de uma técnica conhecida como "The Ogasawara Ryu", que posteriormente tornou-se tradicionalmente conhecida como "Noshi".
O "Noshi" é ainda hoje uma tradição no Japão. Em ocasiões como funeral ou casamento, entrega-se dinheiro ou presentes embrulhados com papéis especiais. O "Noshi" é um ornamento colocado sobre o embrulho de presente, significando o desejo de muita fortuna para a pessoa presenteada.
Fonte (com adaptações): "Fun with Friends and Origami in English"
Yamaguchi Makoto e Michael Deininger -
Japan Book, 2009 -
ISBN 978-4-902928-07-5

Para combinar com o ano de Campanha, fico muito feliz em ter sido indicada a participar do "Prêmio - Top Blog 2010"!!
Meu blog está no ar desde setembro/ 2009, após muitas solicitações, principalmente depois da minha participação com a exposição e vendas de origamis na tradicional Quermese do Templo Budista de Brasília, que acontece nos finais de semana de agosto.
Desde lá, o origami tornou-se então parte da minha vida - quase uma "marca registrada" (!)...
Através dessa arte milenar japonesa, fiquei mais próxima do budismo e aprimoro continuamente a espiritualidade, compaixão e sabedoria búdica; reaproximei os laços de convívio com minha filha adolescente, fiz muitos novos amigos, seja através das aulas de origami que ministro no Templo ou nas exposições e encomendas que sempre recebo; conheci profissionais incríveis que atuam exclusivamente com origamis... enfim.... somente boas vibrações!!
Sim... "dar vida ao papel" é minha definição do origami!!!
Carpe Diem!!!
Vote no meu blog e indique!!!
Eu antecipadamente, agradeço!!
Namandabu!!!
LuTsuru ;)
